O site tem visitas, mas ninguém pede orçamento. Porquê?
As causas mais comuns para um site com visitas e sem contactos, e o que mudar primeiro. Um guia prático para PME, sem jargão.
Riff Digital4 min de leitura
Se o teu site recebe visitas mas o formulário continua vazio, o problema raramente é a falta de tráfego. Quase sempre está no caminho entre a chegada ao site e o pedido de contacto: a pessoa entra, não percebe depressa o suficiente porque te deve escolher, e sai.
A boa notícia é que estes problemas costumam ser fáceis de identificar e, muitas vezes, rápidos de corrigir. Neste guia juntámos as causas que mais encontramos quando analisamos sites de PME, e por onde começar.
Primeiro, confirma que as visitas são as certas
Antes de mexer no site, vale a pena perceber quem está a chegar. Mil visitas de pessoas que procuram outra coisa valem menos do que cinquenta visitas de quem precisa exatamente do que fazes.
Algumas perguntas para fazer no Google Analytics ou na Search Console:
- De onde vêm as visitas? Pesquisa no Google, redes sociais, anúncios, outros sites?
- Que pesquisas trazem pessoas ao site? Correspondem aos serviços que vendes?
- De que zonas chegam? Se trabalhas em Braga e metade das visitas vem do Brasil, há um desalinhamento.
- Em que páginas entram? Muitas vezes entram num artigo antigo e nunca chegam às páginas de serviço.
Se as visitas não forem as certas, o trabalho começa no SEO e nos anúncios, não no site. Se forem, continua a ler.
As sete causas mais comuns
1. A mensagem não se percebe em cinco segundos
Quem chega ao site precisa de perceber muito depressa três coisas: o que fazes, para quem e porque és uma boa escolha. Frases como "soluções integradas de excelência" não dizem nada a ninguém.
Experimenta mostrar a página inicial a alguém de fora durante cinco segundos e pergunta-lhe o que a empresa faz. Se a resposta for vaga, encontraste o primeiro problema.
2. Faltam razões para confiar
Ninguém pede orçamento a uma empresa em que não confia. Sem sinais de confiança, as pessoas ficam com dúvidas e vão ver a concorrência. Os mais importantes costumam ser:
- fotografias reais da equipa, das instalações ou do trabalho;
- avaliações de clientes, de preferência ligadas ao perfil da empresa no Google;
- exemplos concretos de projetos ou casos;
- informação clara sobre a empresa: morada, contactos, há quanto tempo existe.
3. O contacto está escondido ou dá trabalho
Parece óbvio, mas é das causas mais frequentes. Formulários com dez campos obrigatórios, um botão de contacto que só aparece no fundo da página ou um número de telefone que não se pode tocar no telemóvel fazem as pessoas desistir.
Regra simples: em qualquer página, o próximo passo deve estar à vista. E o formulário deve pedir só o que precisas mesmo para responder.
4. As páginas de serviço não respondem às dúvidas
Quem está a decidir tem perguntas: quanto custa mais ou menos, quanto tempo demora, como funciona, o que está incluído. Se as páginas de serviço não respondem a nada disto, a pessoa tem de ligar para perguntar, e muitas não ligam.
Não precisas de publicar preços se não quiseres. Mas explicar o processo, os prazos e o que o cliente recebe reduz muito a incerteza.
5. O site é lento ou funciona mal no telemóvel
A maioria das visitas chega pelo telemóvel. Se o site demora a carregar, se o texto é pequeno demais ou se os botões ficam uns em cima dos outros, a pessoa sai antes de ler.
Testa o teu site no telemóvel, com dados móveis e não só com wi-fi. O PageSpeed Insights da Google dá uma boa primeira ideia.
6. Todas as páginas falam para toda a gente
Quando o site tenta falar para todos os clientes ao mesmo tempo, acaba por não convencer nenhum. Uma clínica que faz medicina dentária, fisioterapia e estética precisa de páginas próprias para cada área, com a linguagem e as dúvidas de cada paciente.
7. Não sabes o que está a acontecer
Sem medir, é impossível saber onde as pessoas desistem. Muitos sites nem sequer registam quantos formulários são enviados ou quantas pessoas tocam no número de telefone. Configurar estas medições é dos primeiros passos de qualquer diagnóstico.
Por onde começar
Se tiveres de escolher, começa por esta ordem:
- Mede os contactos. Formulários enviados, toques no telefone e cliques no WhatsApp.
- Corrige a mensagem da página inicial. O que fazes, para quem e porquê tu.
- Torna o contacto óbvio e fácil. Em todas as páginas, sobretudo no telemóvel.
- Acrescenta sinais de confiança. Fotografias reais, avaliações e exemplos.
- Melhora as páginas de serviço. Responde às perguntas que te fazem ao telefone.
Estas cinco mudanças, sozinhas, costumam fazer mais diferença do que um site novo.
Quando faz sentido pedir ajuda
Se já fizeste estas mudanças e os contactos não aumentaram, ou se não tens tempo para analisar tudo isto, um diagnóstico externo poupa meses de tentativa e erro. É exatamente o que fazemos no RIFF/Signal: analisamos o site, o SEO, o perfil no Google e o caminho até ao contacto, e entregamos por escrito o que está a falhar e o que mudar primeiro.
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